O Edge Computing, ou computação de borda em português, é uma tecnologia que permite processar dados e realizar tarefas de computação em dispositivos que estão próximos aos usuários ou às fontes geradoras de dados, como sensores e dispositivos IoT (Internet das Coisas), em vez de enviar esses dados para um centro de dados centralizado. Ele atua como chave para alguns desafios que não podem ser resolvidos apenas com o serviço de nuvem. As empresas que possuem grandes centros de distribuição, precisam de altíssimo nível de controle operacional, com monitoramento e comunicação de equipamentos e maquinários internos e externos, com alta disponibilidade, o que não é possível realizar por nuvem.
Essa abordagem é diferente da computação em nuvem, em que os dados são enviados para um centro de dados distante para processamento e armazenamento. Com o Edge Computing, a capacidade de processamento e armazenamento é distribuída em dispositivos de borda, reduzindo a latência e melhorando a eficiência e segurança do processamento de dados.
Por exemplo, em uma aplicação de veículo autônomo, o processamento de dados precisa ser feito em tempo real para evitar acidentes. Se os dados fossem enviados para um centro de dados centralizado para processamento, a latência poderia ser muito alta, colocando em risco a segurança do veículo e dos ocupantes. Com o Edge Computing, o processamento pode ser feito localmente, reduzindo a latência e aumentando a eficiência do sistema.
Além disso, o Edge Computing permite que as empresas coletem e processem grandes volumes de dados em tempo real, o que pode ser útil em setores como manufatura, saúde, logística e varejo, entre outros. A tecnologia também pode ajudar a melhorar a segurança e a privacidade dos dados, uma vez que eles não precisam ser enviados para um centro de dados centralizado, onde podem ser vulneráveis a ataques cibernéticos ou roubo de dados.
De acordo com a Grand View Research, até 2030, estima-se que este mercado tenha receita de mais de US$155 bilhões, com um crescimento de mais de 38% ao ano, de 2022 até o fim da década.
Hoje, as iniciativas digitais das empresas geram imensas quantidades de dados — o que se convencionou chamar de big data.
Contudo, aproveitar o potencial destes dados é uma questão de capacidade de processamento apenas. Essa etapa da transformação dos dados é feita de maneira muito mais eficiente e ágil quando o poder computacional está perto do local, dispositivo ou sistema em que os dados foram gerados.
E, a constante necessidade de empresas otimizarem o desempenho de suas operações, serviços e produtos foi — e continua sendo — um dos grandes motores da evolução. Tanto faz se você pensar em uma linha de montagem de veículos, uma plataforma de petróleo no meio do oceano ou mesmo nos pontos de vendas de uma varejista.
Hoje, cada componente destes tipos de operação que mencionamos gera e envia dados — que devem ser aproveitados, com objetivo de transformá-los em inteligência de negócios.
Isto é Business Performance, Business Intelligence (BI), Data Analytics ou, simplesmente, transformação digital.